1.9/90/21.1 - 5.25.17

Ao fim de cinco edições, fiz finalmente do Triatlo de Lisboa, prova de distância média, e que nos primeiros anos de vida desconfiei que alguma vez pudesse ter viabilidade e sequer algum sucesso. De facto não podia estar mais enganado, e a confiança que me deu a edição de 2009, em que assisti finalmente a uma prova com as distância certas (70.3), provocou a vontade de não me escapar este ano.
Em anos passados dificilmente me teria feito à prova. Quatro semanas apenas de diferença da prova da mesma distância em Porto Santo, lanço-me às águas conspurcadas da Baia do Oceanário bem mais afoito do que o passeio a que me sujeitei na pequena ilha madeirense. A natação corre-me bem melhor, com o meu novo Helix em estreia - e ainda bastante "apertado":) -, e um pouco mais de consistência na distância. Na transição a primeira grande preocupação: ao retirar o fato, uma enorme cambria no gémeo esquerdo faz-me ficar mais de quatro minutos do P1, e dá-me um problema para as restantes cinco horas de prova. Em seguida, as quatro voltas de 22km de bicicleta são bem consistentes, sem quebras, bem nutridas, e a ver passar por mim muita gente com o vicio de chupar as rodas dos outros. Quase vinte minutos menos que em Porto Santo não são demonstrativos no entanto do pouco treino que fiz nestas quatro semanas, e enganam por estarem ainda longe do que na realidade poderei fazer. No espectacular percurso de corrida é que a pintura se borrou toda. O corpo tinha já esgotado a energia para queimar, e andar foi uma opção mais frequente do que estava à espera.